sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Explicação científica para o aparecimento de vida na Terra

Há muito, muito tempo, muito antes de o meu Avô nascer, o universo estava muito vazio. Podíamos andar quilómetros e quilómetros sem ver vivalma. No entanto, bem no seu centro, havia um grande aglomerado de matéria de todos os géneros e feitios. Todos muito juntos, como no Terreiro do Paço na passagem de ano.

Esta situação manteve-se assim durante milénios. Mas como podem adivinhar, não há comunidade, ainda por cima de culturas e meios tão diferentes, que consiga viver harmoniosamente durante tanto tempo. A partir de certa altura as relações começaram a azedar. Havia vozes que se levantavam mais alto; quezílias entre as moléculas (inclusive com puxões de cabelos); átomos que começavam a abusar da sua força física; enfim o ambiente estava a ficar ao rubro.

Quando a situação se tornou completamente descontrolada um átomo de chumbo atira para o ar um tiro com o seu grande pistolão e dá-se assim o Big Bang.

Toda aquela matéria, já farta de tudo aquilo, resolve partir e procurar o seu próprio espaço num outro canto qualquer do universo. Mais ou menos juntos por graus de afinidade, afectividade, atracção ou repulsão foram formando um universo muito parecido com aquele que conhecemos hoje.

Os mais hiperactivos deram origem às estrelas, outros a planetas, a astreoides, etc. Organizaram-se em galáxias e em sistemas, um dos quais conhecemos bem que foi onde se formou o magnífico planeta Terra.

Este planeta estava bastante bem localizado. Nem muito perto, nem muito longe da estrela. Tinha água em abundância, as temperaturas eram amenas, a comparar com o que havia nos arredores, enfim todas as condições para haver vida. Reparem que tudo isto aconteceu por acaso.

Mas, num belo dia, estavam duas moléculas sentadas, de perna traçada, a tomar um pouco de sol no alto de uma colina quando, de repente, sofrem uma abrupta colisão de dois átomos que são arremessados contra elas pelo vento. Com o impacto as moléculas desequilibram-se e, juntamente com os átomos, começam a rebolar colina abaixo. Neste movimento dá-se o fenómeno "bola de neve" e começam a agarrar-se a eles mais moléculas e átomos das mais variadas origens. Quando por fim chegam ao vale e param olham para si próprios e já não se vêem como um monte de matéria mas sim reparam que se mexem, interagem com o exterior e se podem reproduzir. E assim, por via de um mero acaso, se forma uma célula, de quem todos nós descendemos. Simples não?


14-01-2015

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