O Ambiente nunca esteve tão presente nas nossas preocupações como hoje. Há já algumas décadas que estamos a perceber o efeito que temos tido nele. E não o classifiquei de “negativo” propositadamente. O nosso comportamento tem tido um efeito que apenas para nós próprios é negativo. Para a Humanidade. Para a Natureza, façamos o que fizermos, ela adaptar-se-á.
Para a Terra a nossa existência resume-se a um pequeno episódio. Vejamos: estima-se que a Terra tenha 13.800 milhões de anos. Há 66 milhões de anos terá havido uma catástrofe natural que extinguiu uma série de animais, entre os quais os dinossauros. Nessa altura a Terra já contava a provecta idade de 13.734 milhões de anos. Uma idade já não muito distante da idade prevista para o seu fim, quando a nossa estrela a engolir, que será quando tiver 15.300 milhões de anos. É este o período de tempo de que estamos a falar. O Homo Sapiens terá surgido quando a Terra já contava 13.799,6 milhões de “primaveras”, há 0,3 milhões de anos. Ao utilizar a mesma unidade temporal para todos os acontecimentos percebemos o quão insignificante é o período da nossa existência.
Isto para dizer que por pior que tratemos o nosso planeta, por mais plástico que produzamos e deitemos ao mar, por mais dióxido de carbono que emitamos, por mais gelo que por nossa causa derreta nos oceanos, por mais submersas que fiquem as nossas cidades, por mais desertas que fiquem as nossas florestas, por mais árvores que abatamos na Amazónia, por mais animais que morram por causa da nossa poluição, o mais provável é que, quando a Terra tiver 13.801 milhões de anos, ou seja daqui a uma ninharia de tempo, 1 milhão de anos apenas, a Humanidade já não exista há muito muito tempo (na nossa escala) e que o Planeta Azul esteja totalmente diferente. Muito provavelmente mais bonito do que nunca, com outros animais e outras plantas. Com outras zonas desertas e outras zonas verdes mas, infelizmente, talvez já sem ninguém com capacidade para apreciar essa beleza.
A Natureza não nos vai agradecer ou culpar pelo tratamento que lhe dermos. Ela apenas se irá adaptar e continuar a transformar-se num dos planetas mais bonitos do universo (a nosso ver, claro). Nós é que devemos agradecer ou culpar o nosso comportamento. Porque dele depende a duração da nossa existência neste planeta. Quanto mais contribuirmos para preservar a Terra com as condições que ela adquiriu, favoráveis à nossa existência, mais tempo conseguiremos nela existir. Se as condições se alterarem mais depressa do que a capacidade que temos de evoluir como espécie para se lhe adaptarmos então deixaremos de existir. Tão simples quanto isto.
23-12-20219
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